Apesar de toda minha euforia, não pudemos conversar. Ela apareceu e mal trocamos "ois" e já tinha que ir. Passei a noite encomodado por não poder falar com ela e feliz, ela já sabia que eu existia! Mais uma manhã lúgubre pra mim, acordar cedo e sentir frio ao sair da cama, tudo pra ir à escola. Ainda bem que um dia isso tudo vai terminar, não quero mais estudar o que não gosto. Esta manhã passou vagarosa e quase não prestei atenção as aulas, sempre pensando se ela estaria "online" pra podermos conversar quando chegasse
Já tinha passado uns 20 dias desde que nos "conhecemos" e em mais um daqueles dias lúgubres e sem esperança foi que ela surgiu - no meu messenger - disse "oi" e senti uma onda de êxtase percorrer o meu corpo, quase não acreditei. Realmente era ela, começamos a conversar e ocupei minha tarde conversando com ela. Foi muito prazeroso e ansiava que o próximo dia fosse igual. Pra minha surpresa ele se repetiu por algumas vezes, os mais felizes pra mim, pois conversavamos sobre tudo e parecia ter uma grande afinidade. Sempre gostei das gurias mais velhas, já estava na faculdade fazendo pedagogia e participava do grupo como estágio, morava sozinha e é bonita. Passei horas montando as possibilidades que tinhamos e como seriamos felizes juntos. Fiquei tão feliz com essas possibilidades que não demorei muito pra deixar escapar aos meus pais que estava querendo namorar e começou os interrogatórios. Toda aquela movimentação me deixava feliz e vivo, adorei a sensação. Minha mãe muito preocupada - qual mãe não é? - sempre me perguntava:
- Meu filho, onde conheceu a moça?
- Ô mãe, que curiosidade. Eu trago ela pra vocês conhecerem.
- Sabe que a mãe se preocupa, só isso.
- Mãe, já sou grande e sei me virar.
E por isso ficava sempre as conversas com minha mãe. Entre muita conversa com a Joana, um dia, ela me convidou pra sair e irmos para uma festa de rock, na sexta. Nem precisei pensar e concordei, mas lembrei que teria que pedir dinheiro pro pai, que droga! Depois de muito negociar consegui tirar um dinheiro dele, sempre a mesma coisa: por quê não trabalha guri? Não aguentava mais esperar, o dia andava muito moroso, parecia que não chegava a hora da festa. Quando cheguei ao ponto de encontro ela já estava lá me esperando, trocamos algumas palavras e fomos pra festa. A música muito boa, dançamos sem parar e nos beijamos no mesmo ritmo. No fim da festa ela perguntou se eu poderia leva-la em casa e sem pestanejar eu fui, ainda bem que era perto da minha, estava cansado demais pra caminhar muito. Pra minha surpresa ela me convida pra entrar, sem querer sem indelicado aceito. Mais beijos e acabamos dormindo juntos. De manhã estava muito preocupado em como chegar em casa e encarar meus pais, já era 10h. Antes deu tomar o rumo de casa ela disse que adoraria que eu ficasse mais, mas tinha alguns trabalhos da faculdade pra fazer. Quando na saida da casa dela, me dá um beijo e diz:
- Adorei você, depois nos falamos.
Fui feliz pela rua e quando cheguei em casa, nem tive muitos problemas e meu pai quando me viu entrar deu um sorriso de canto e nada disse. Nos encontramos mais algumas vezes: festas, cinema, parques. Pareciamos muito felizes e acreditei que sim. Num sábado fui à casa dela, quando estava quase chegando vi a porta abrindo e pensei: - Ela já sabe que estou chegando, que afinidade! Pena que o sentimento durou tão pouco e pra minha surpresa saia ela com um outro, deu um beijo nele e despediram-se. Meu mundo quebrou, meus sonhos morreram e a vontade de viver se foi. Por quê fez isso comigo? Depois desse dia voltei a vagar pelas ruas, caminhar pela cidade, ver os prédios, ver as pessoas e esperar a vida passar.
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