terça-feira, 2 de junho de 2009

Um dia feliz...

Era um daqueles dias em que não queremos nada, daqueles em que vamos onde nos levam. Acordei tarde e com muita relutância minha mãe conseguiu me tirar de casa, no relógio marcava 14h, fui tentar me animar dando uma volta pela cidade, cruzei muitas ruas, vi muitos prédios, observei as pessoas que passavam e acabei por chegar em um parque. O engraçado que nunca gostei muito de estar por lá, gosto de ficar em casa, confortável, lendo um pouco e esperando o dia passar e com ele a minha vida. Meu pai sempre diz que tenho que me animar e encontrar algo que dê sentido na minha vida, mas não encontro forças pra isso. Enquanto estava no parque vi alguns rostos familiares e preferi evitar os encontros, não estava disposto a conversar. Foi que ao longe vi um amontuado de pessoas, coisa bem estranha pra se ver num domingo, ainda mais num feriado, como a curiosidade não tem limites fui ver o que estava acontecendo. Quando cheguei perto encontrei um grupo que estava se apresentando, fiquei pra ver o que acontecia - fiquei pra ver se melhorava da melancolia - e a apresentação foi acontecendo e comecei a gostar.

Durante as horas que passei ali, inerte, vendo tota aquela animação e ela me contagiando eu vi um rosto diferente dos outros, um rosto que não conseguia tirar os olhos, fiquei fascinado. Não queria mais que a apresentação terminasse, aquele momento teria que durar pra sempre, mas infelizmente isso não seria possivel e ela terminou e prestei muita atenção no final pra ouvir bem o nome das pessoas que se apresentaram ao público no final. Nunca fui muito de gravar informações tão rápido - nomes e telefones se não anoto perco facilmente - mas o nome dela eu gravei e nunca esqueci.

No final eu já tinha um objetivo na vida, tinha que saber quem era a dona daqueles olhos e não
sussegaria enquanto eu não a conhecesse. O tempo passa rápido quando estamos intretidos e quando fui perceber já estava escurecendo, devia ser algo em torno de 18h, e tratei logo de ir pra casa e procurá-la. Vim rápido pelas ruas, que já estavam desertas, não passou muito tempo já estava em casa. Minha mãe muito preocupada por eu ter deixado o celular em casa, queria que eu contasse como tinha sido minha tarde:
- Então guri, o que fizestes?
- Nada de mais mãe, fui dar uma volta. Agora tenho que fazer meu tema pra amanhã.
- Parece que te fez bem hem? Está até querendo fazer os temas.

Corri pro meu quarto e sem muita demora liguei meu humilde computador, e quanto mais ele demorava pra ligar mais parecia demorar. Aqueles dois minutos que anteceram a apresentação do windows 98 pareceram horas de sofrimento e finalmente comecei a fazer minhas pesquisas. Em algumas horas de procura já tinha encontrado o perfil dela - que bom que inventaram o orkut - e sem muita demora mandei um recado despretencioso. Fiquei horas esperando uma resposta e nada aparecia e enquanto esperava tentava resolver alguns problemas de matemática. Escrevia um número e passava alguns minutos olhando pra tela, finalmente algum tempo depois recebi uma mensagem dela. A lição de matemática ficou pra mais tarde, queria muito poder conversar com ela.

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